quinta-feira, 29 de março de 2012

Às vezes...

já não sei se sou eu que ficou assim, ou os clientes:


Mas esta deve ser a visualização que cada um tem do outro.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Por falar em "tamparuéres"

Esta é uma das razões da existência deste blogue.

Isto é o que acontece quando almoço é o jantar do dia anterior, que veio de casa dos pais.

Tenho de desabafar:

às vezes os clientes magoam os meus sentimentos criativos.

Brainstorming nas horas "vagas"

Em qualquer actividade é preciso um momento de pausa. Uns fumam cigarros, outros bebem café, outros lancham... enfim. Momentos preciosos durante um dia árduo de trabalho, para tentar reaver alguma energia mental.
Nós aqui, sempre que isso acontece, temos uma tendência natural para rever a nossa criatividade noutros campos.
Por exemplo, estava a ter um momento de pausa com a Catarina quando, não sei porquê, lembrámo-nos daquela música do Pedro Abrunhosa, em que parece que ele tenta dizer tudo e mais alguma coisa que lhe vem à cabeça (não lhe tirando o mérito, até porque ser liricista não é pêra doce!).
Pegando nisso, fizemos uma interpretação adaptada ao nosso quotidiano e saiu mais ou menos assim:

Pedes-me uma alteração
Já tou cheio d'oubire
Depois vêm mais quatro gajos
Já não sei p'ra onde "ire"
Entretanto já vão dez alterações
Mas percebes que a primeira é que é a melhor

(e depois já não continuamos porque nos fartámos de rir)

quinta-feira, 22 de março de 2012

Aqui na agência está tudo viciado nisto:


... e eu adoro o video.

Aposto que isto vai dar jeito a muita gente

Pensava eu que aquela questão "acho que este texto está muito pequeno" que frequentemente (eu, pelo menos) me deparava na faculdade, ficava por lá. Naquelas alturas em que a teoria "less is more" não se aplica propriamente e que temos mesmo de encher chouriças de alguma forma.
Pois. Assim que entramos no mercado de trabalho percebemos que a conversa lero-lero é bastante utilizada e muito útil nos dias de hoje. Seja para escrever cartas ao Presidente da Câmara, escrever uma tese, apresentar uma proposta ou rematar os colegas de trabalho com uma simples resposta.
Por exemplo, hoje de manhã recebi um e-mail em que o subject era "CONVERSOR AUTOMÁTICO NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO" (estava escrito mesmo nestes modos) e dizia o seguinte: "Olá. Podem instalar nos vossos computadores. É muito útil". O seguimento das respostas a isto foi (os erros são propositados):
Ana,
"Obrigados."
Cajó,
"Ok Ricardo voo instalere o pugrama."
Ana,
"Inda bem cu cajo vae enstalar o púrgarma, ha ver se comessa a falare comedevesere."
Cajó,
"Axoque nao miresso este ataque amim."
Ricardo,
"Raius pra kéke bous abia de dari 'sta jringonza????"
Eu,
"No mundo actual, a revolução dos costumes assume importantes posições no estabelecimento dos modos de operação convencionais."


Pronto.

quarta-feira, 21 de março de 2012

A questão do "Bom dia"

Não sei se acontece a muita gente.
Podem chamar-lhe estupidez, parvoíce... mas o facto é que a expressão "bom dia" causa-me uma certa urticária.
Ainda por cima quando, antes disso poder acontecer, há toda uma viagem de comboio (a dormir) e de metro (meio zombie). E chego àquele open space, ainda com o cérebro a meio-gás, a tentar começar a processar o que há para fazer, já a imaginar o inbox atolhado e tenho de dizer "bom dia" e ouvir a mesma expressão repetida mil vezes, por mil vozes diferentes, por mil tons diferentes. Enfim. Sinto-me na montanha mais alta do mundo em que não posso sequer sussurrar, que a minha voz já lá vai à frente com companhia e não se cala.
E já que toda a gente se queixava deste detalhe, ficou decido substituir "bom dia" por o que se traz para o almoço.
Por exemplo, hoje cumprimentei toda a gente com "bife de frango e arroz de cenoura". Funciona!