quarta-feira, 21 de março de 2012

A questão do "Bom dia"

Não sei se acontece a muita gente.
Podem chamar-lhe estupidez, parvoíce... mas o facto é que a expressão "bom dia" causa-me uma certa urticária.
Ainda por cima quando, antes disso poder acontecer, há toda uma viagem de comboio (a dormir) e de metro (meio zombie). E chego àquele open space, ainda com o cérebro a meio-gás, a tentar começar a processar o que há para fazer, já a imaginar o inbox atolhado e tenho de dizer "bom dia" e ouvir a mesma expressão repetida mil vezes, por mil vozes diferentes, por mil tons diferentes. Enfim. Sinto-me na montanha mais alta do mundo em que não posso sequer sussurrar, que a minha voz já lá vai à frente com companhia e não se cala.
E já que toda a gente se queixava deste detalhe, ficou decido substituir "bom dia" por o que se traz para o almoço.
Por exemplo, hoje cumprimentei toda a gente com "bife de frango e arroz de cenoura". Funciona!

2 comentários:

  1. Não que me irrite o "Bom dia"... não que me incomode aquele sorriso forçado de uma "Boa tarde" repetida no antes, durante e pós laboral... mas o que me faz sofrer do pâncreas é o "então?" no cruzar no corredor, copa, casa de banho, elevador, hall de entrada, escada de emergência ou pausa para cigarro. Criou-se uma gíria à volta do piscar de olho, do sorriso tímido e do toque de pescoço incomodado.
    Não posso estar no meu mundo durante 8 horas e só sair quando me apetece? Lá por partilhar o meu espaço com 60 auto-intitulados gurus posso privar mais com o extintor do que convosco? Ein?
    Não é por mal, eu até gosto de vocês, a sério... Mas sei lá, às vezes apetece-me fingir que vocês não são portageiros na Brisa e que não vos tenho de falar sempre que me cruzo convosco...
    Pode ser assim?

    Obrigado :)

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    1. ahahahah! que bom! amei essa descrição :)
      É verdade, no dia-a-dia acabam-se por criar hábitos "chatos". Ainda tenho que abordar a questão do "noite", "dia" ou "tarde" - quando se esquecem do "boa/bom". Ah! Sem faltar o "boas!".

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